Pinguim nadando

Entendendo Linux – Como instalar programas

Ultimamente tenho visto muitas pessoas desenvolvedoras que estão iniciando na área e se viram forçadas a usar Linux como ambiente de desenvolvimento e pela minha experiência a transição para quem vem no Windows não é tão fácil. Nos cursos e no trabalho com o foco em desenvolvimento ficam algumas lacunas sobre os princípios desse sistema operacional.

Por isso vou iniciar essa série de posts com alguns fundamentos desses sistemas, com uma linguagem simplificada e sem me aprofundar nos termos técnicos. Após uma breve pesquisa o primeiro artigo é sobre instalação de programas.

Destaco duas principais diferenças em comparação com Windows. São raros os programas que tem um assistente “Próximo, próximo próximo, concluir” na maioria dos casos a instalação é feita usando comandos no terminal. A outra é a localização da instalação, no Windows o programa fica um uma pasta do HD, no Linux a instalação costuma ser distribuída pelo do sistema.

Nesse artigo listo 5 formas de instalação: compilando local, usando pacotes oficiais, estendendo pacotes do sistema, baixando um arquivo de instalação e usando scripts.

À moda antiga – compile você mesmo

Por muitos anos a principal forma era compilar o programa você baixava uma cópia do código, instalava dependências e executava os comandos configure e make mas essa forma gera vários problemas para atualizar e desinstalar, é um formato pouco usado mas ainda existe, recomendo que essa seja a sua última opção.

Ai que entram os gerenciadores de pacotes (package manager), eles lidam com toda a parte complexa de gerenciar versões, atualização e manutenção de dependências, assim como o npm e composer fazer dentro de projetos Node e PHP. Os sistemas Linux mais populares usam como gerenciador de pacotes apt (Debian/Ubuntu) ou rpm/yum (RedHat/Fedora/CentOS).

Gerenciadores de pacotes

Cada distribuição Linux mantém uma lista de programas oficialmente suportados para instalação diretamente no terminal, por exemplo: no Ubuntu 20, é possível instalar o Node (versão 10) sem precisar buscar na internet e baixar com o comando sudo apt install node. Essa é a opção mais simples e se estiver disponível para o programa que você quer instalar você deveria utilizá-la.

As opções listadas a partir daqui tem um grau de risco que precisa ser levado em conta pois incluem fornecedores de pacotes não oficiais que podem quebrar o sistema ou permitir a inclusão de códigos maliciosos. Nada que precise gerar preocupação, porque a maior parte dos códigos são abertos e revisados por pares da comunidade e apesar de pequeno o risco existe, então procure ter ciência do que está fazendo.

Estendendo pacotes do sistema

Os gerenciadores de pacotes podem ser expandidos com PPAs. No exemplo anterior o Ubuntu suporta nativamente o Node 10, mas você pode querer usar a versão 14. Funciona assim, ao adicionar um PPA você acrescentar novos itens na lista de pacotes disponíveis para instalação do próprio gerenciador de pacotes do sistema e pode instalar o programa desejado como se fosse nativo.

Arquivos de instalação

Existem também os arquivos de instalação, eles tem extensão .deb (para o apt) ou .rpm (para o rpm). É só baixar e instalar com os comandos sudo apt install pacote.deb ou sudo rpm -i pacote.rpm. É possível converter os pacotes entre os dois tipos utilizando o alien.

Scripts de instalação

A última opção é usando script fornecido pelo programa que automatiza uma ou mais etapas descritas anteriormente. Usando ainda a instalação do Node como exemplo:

curl -sL https://deb.nodesource.com/setup_14.x | sudo -E bash -
sudo apt-get install -y nodejs

Esse comando baixa um arquivo usando curl (as vezes é usado o wget) com o caractere pipe (barra vertical: |) executa o conteúdo do arquivo como administrador (com o termo sudo) usando bash. Ao acessar o endereço https://deb.nodesource.com/setup_14.x você verá um arquivo de texto com mais de 300 linhas que depois de várias verificações adiciona um PPA permitindo a instalação com o gerenciador do sistema (sudo apt-get).

Reforço a cautela aqui quando copiar um código e executar no terminal, principalmente quando o termo “sudo” estiver presente. Pois você estará executando um código externo como administrador do seu computador. Então tenha certeza que você confia na origem do comando.

Muitas vezes um programa oferece mais de uma forma de instalação e espero que com as informações descritas aqui você consiga escolher com mais consciência qual método utilizar.

Fique ligado que o próximo artigo dessa serie será sobre permissões. Até mais!

Foto por Atlas Kadrów no Unsplash.

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